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Open Access Review

Aggressive mature natural killer cell neoplasms: from epidemiology to diagnosis

Margarida Lima

Author Affiliations

Department of Hematology, Laboratory of Cytometry, Hospital de Santo António (HSA), Centro Hospitalar do Porto (CHP), Rua D. Manuel II, s/n, 4099-001, Porto, Portugal

Multidisciplinary Unit for Biomedical Investigation (UMIB/ICBAS/UP), Porto, Portugal

Orphanet Journal of Rare Diseases 2013, 8:95  doi:10.1186/1750-1172-8-95

Published: 1 July 2013

Abstract

Mature natural killer (NK) cell neoplasms are classified by the World Health Organization into NK/T cell lymphoma, nasal type (NKTCL), aggressive NK-cell leukemia (ANKCL) and chronic lymphoproliferative disorders of NK-cells, the latter being considered provisionally. NKTCL and ANKCL are rare diseases, with higher prevalence in Asia, Central and South America. Most NKTCL present extranodal, as a destructive tumor affecting the nose and upper aerodigestive tract (nasal NKTCL) or any organ or tissue (extranasal NKTCL) whereas ANKCL manifests as a systemic disease with multiorgan involvement and naturally evolutes to death in a few weeks. The histopathological hallmark of these aggressive NK-cell tumors is a polymorphic neoplastic infiltrate with angiocentricity, angiodestruction and tissue necrosis. The tumor cells have cytoplasmatic azurophilic granules and usually show a CD45+bright, CD2+, sCD3-, cytCD3epsilon+, CD56+bright, CD16−/+, cytotoxic granules molecules+ phenotype. T-cell receptor genes are in germ-line configuration. Epstein-Barr virus (EBV) -encoded membrane proteins and early region EBV RNA are usually detected on lymphoma cells, with a pattern suggestive of a latent viral infection type II. Complex chromosomal abnormalities are frequent and loss of chromosomes 6q, 11q, 13q, and 17p are recurrent aberrations. The rarity of the NK-cell tumors limits our ability to standardize the procedures for the diagnosis and clinical management and efforts should be made to encourage multi-institutional registries.

Keywords:
NK-cell Neoplasms; NK/T-cell Lymphoma; Nasal-type; Aggressive NK-Cell Leukemia; CD56

Resumo

As neoplasias de células natural killer (NK) maduras foram classificadas pela Organização Mundial de Saúde em três entidades: o linfoma de células NK/T tipo nasal (NKTCL), a leucemia agressiva de células NK (ANKCL) e as doenças linfoproliferativas crónicas de células NK, estas últimas consideradas uma entidade provisória. Os NKTCL e a ANKCL são doenças raras, mais prevalentes na Ásia, na América Central e na América do Sul. A maioria dos NKTCL tem uma apresentação extra-ganglionar, na forma de tumor destrutivo que atinge o nariz e o trato aerodigestivo alto (forma nasal) ou qualquer órgão ou tecido (forma extranasal). A ANKCL manifesta-se como uma doença sistémica que evolui para a morte em poucas semanas. Do ponto de vista histopatológico, estas neoplasias caraterizam-se por um infiltrado polimórfico, com angiocentricidade, destruição vascular e necrose tecidular. As células tumorais têm grânulos azurófilos no citoplasma e o seu imunofenótipo (CD45+forte, CD2+, sCD3-, cytCD3epsilon+, CD56+forte, CD16−/+, proteínas dos grânulos citotóxicos+) é caraterístico. Os genes que codificam para o recetor das células T estão em configuração nativa. As células tumorais expressam geralmente proteínas da membrana e ARN do vírus Epstein Barr, com um padrão sugestivo de uma infecção vírica latente tipo II. As alterações cromossómicas são complexas, e algumas, como deleções nos braços longos dos cromossomas 6, 11 e 13 e do braço curto do cromossoma 17, ocorrem de forma recorrente. A raridade dos tumores de células NK limita a nossa capacidade para uniformizar os procedimentos de diagnóstico e a abordagem clínica, sendo necessário desenvolver esforços para promover os registos multicêntricos.

Keywords:
Neoplasias de células NK; Linfomas de células NK; tipo nasal; Leucemia agressiva de células NK; CD56